DO COPACABANA PALACE AO MORRO DO VIDIGAL

O evento Fechado para Jantar – Blue Sessions – capetaneado por Rafael Despirite e contou com a parceria do Blue Label by Johnnie Walker foi, sem dúvida, o melhor evento de 2013 no metiê gastronômico em minha humilde opinião. Pense numa ideia bem concebida e lindamente executada.

O ponto de encontro para o início da noite foi o Copacabana Palace, onde na pérgula, já me eram servidos canapés e drinks exepcionais que prenunciavam o que estava por vir. O primeiro da noite: Blue Label com xarope de marshmallow, chá preto e limão siciliano. Após uma hora aproximadamente, fui conduzida ao transporte digamos, vintage, para a continuidade da noite.

Devidamente embarcada em uma kombi branca e chacoalhando como Blue Label em coqueteleira, o caminho era harmonizado com música, risos dos comensais e bom humor. Bem ao estilo ruelas de Capri fomos subindo o Morro do Vidigal até chegarmos ao Mirante do Arvrão.

A sensação do que visualizei quando cheguei ao local do jantar propriamente dito foi literalmente: estar boquiaberta. Entre um barraco e outro, com vista de deixar endereços estrelados com inveja, estava a casa sui generis da noite com as portas abertas. O blend do entorno e do local do jantar dava o toque final.

A decoração absolutamente impecável e conceitual. Todos os assentos eram de material peculiar, mesas comunais com fones de ouvidos, tubos de ensaio com fitas olfativas, compartimentos secretos instalados embaixo das mesas, um conjunto encantando os ouvidos com blues, garrafas de Blue Label fazendo as vezes de castiçais e o Blue Bar com gelos especiais aromatizados desenvolvidos pelo embaixador da marca – gelos de chai e angostura de laranja, gelo de pêssego e tonka, e gelo de frutas vermelhas com maple syrup – e iluminação azulada que aos desavisados poderia ser perfeitamente o céu.

No início do menu, pães artesanais de centeio com manteiga branca defumada e flor de sal. Seguiram-se não pratos, e sim experiências, mais do que apenas pratos. Após o pré-jogo, ovo, raiz, côco e jamon do convidado da noite, Rafa Costa e Silva.

Todos os comensais devidamente equipados não com garfos e sim fones de ouvidos, atentamente acompanhavam os passos para degustar o espetacular ceviche de vieiras com sorbet de limão siciliano, ovas de salmão e sunomomo de maxixe.

Ao som dos blues do Roxytrio, uma fita olfativa de lareira aconchegante – notas de madeira, caça e defumado – no tubo de ensaio para acompanhar o Burguer de pato Mulard, maionese de fumaça e queijo Gruyere. Se o ambiente azul era o céu, sem dúvidas o hambúrguer de pato era a nuvem, que arrumava ainda espaço para o Gnocchi de mandioquinha com creme de padano e trufas brancas. Quando pensando nada mais poder extasiar, o blend final com o certeiro macarron e bolo de chocolate.
Não foi apenas um jantar, e sim uma verdadeira experiência. O mundo ficou até mais azul.

Gastroholic, cozinheira, empresária, ceramista e certificada em jornalismo gastronômico. Chef executiva do catering ARB atuante no setor hoteleiro - RJ. Leia mais